Indicadores do studio: os números para acompanhar todo mês
Os indicadores que todo dono de studio deve acompanhar todo mês: alunos ativos, churn, receita recorrente, ticket médio, ocupação, inadimplência e conversão.
Como avaliar se vale a pena aceitar Wellhub e TotalPass no studio: a conta por visita, o impacto nas vagas, a conversão em alunos e as regras para os horários.
Aceitar Wellhub e TotalPass vale a pena quando o que entra por visita é razoável perto do que o seu aluno paga por aula, as visitas ocupam horários que estariam vazios e uma parte desses usuários vira aluno direto. Se os usuários de agregador ocupam os horários de pico, pagam bem menos por aula do que os seus alunos e nunca convertem, a parceria pode estar tirando mais do que trazendo. A boa notícia é que dá para medir.
Agregadores de academias vendem planos de atividade física, em geral como benefício que as empresas oferecem aos funcionários, e dão acesso a uma rede de academias e studios parceiros. No Brasil, os mais conhecidos são o Wellhub (que se chamava Gympass até 2024) e o TotalPass.
Para o studio, funciona assim: você se cadastra como parceiro, define o que oferece na plataforma e recebe pelas visitas dos usuários, normalmente registradas por check-in. Os valores, categorias e regras são definidos no contrato de cada plataforma e podem mudar; confira sempre as condições atuais com a própria plataforma.
Primeiro, calcule quanto o seu aluno paga, em média, por aula. Uma forma simples: ticket médio mensal ÷ número médio de aulas que o aluno faz no mês.
Exemplo ilustrativo: ticket médio de R$ 320 e média de 8 aulas por mês = R$ 40 por aula.
Depois, veja quanto você recebe, em média, por visita de agregador (está nos relatórios da plataforma). Compare:
| Situação | O que indica |
|---|---|
| Visita rende próximo do valor por aula do aluno | O agregador é uma fonte de receita comparável |
| Visita rende bem menos, mas ocupa horário vazio | Pode valer: é receita onde não haveria nenhuma |
| Visita rende bem menos e ocupa horário de pico | Atenção: pode estar tirando vaga de quem paga mais |
Para que a parceria trabalhe a seu favor:
O maior valor dos agregadores, para muitos studios, está em quem vira aluno. Para saber se isso acontece, registre:
Trate o usuário de agregador como um interessado vindo de uma aula experimental: receba pelo nome, apresente o professor e, depois de algumas visitas, ofereça algo que o agregador não dá (horário fixo garantido, mais aulas por semana, acompanhamento de evolução).
Mensagem pronta (exemplo):
Oi, [nome]! Que bom ter você nas aulas de [dia]. Se quiser garantir esse horário toda semana, temos o plano de [frequência] com o seu lugar reservado. Posso te explicar como funciona?
Se o repasse é por visita, check-in não registrado é dinheiro perdido. Garanta que todas as visitas sejam registradas, de preferência no mesmo sistema em que você controla as aulas, para conferir com o relatório da plataforma no fim do mês.
Acontece: a empresa do aluno passa a oferecer o benefício, e ele pergunta se pode usar o agregador em vez da mensalidade. Antes de responder, pense:
Explique as diferenças com transparência e deixe a escolha com o aluno. Muitos preferem manter o plano direto quando entendem o que ele inclui.
Para conhecer o impacto disso no caixa, leia Fluxo de caixa do studio: o controle mínimo que todo dono precisa.
Sim. A empresa mudou o nome de Gympass para Wellhub em 2024.
Em geral, os parceiros definem quais aulas e horários ficam disponíveis na plataforma. As condições exatas estão no contrato de cada plataforma: confira antes de aderir.
Pode acontecer se o usuário do agregador pagar, por aula, muito menos do que o seu aluno e ocupar os mesmos horários. Por isso vale comparar o valor por visita com o seu ticket por aula e controlar as vagas.
Trate-o como um interessado: receba bem, apresente o professor, ofereça uma condição para quem quiser treinar mais vezes ou ter horário fixo. Registre quantos convertem para saber se vale o esforço.
Os indicadores que todo dono de studio deve acompanhar todo mês: alunos ativos, churn, receita recorrente, ticket médio, ocupação, inadimplência e conversão.
Como montar o fluxo de caixa do studio, separar realizado e previsto, categorizar entradas e saídas e evitar que falte dinheiro mesmo em mês de lucro.