Indicadores do studio: os números para acompanhar todo mês
Os indicadores que todo dono de studio deve acompanhar todo mês: alunos ativos, churn, receita recorrente, ticket médio, ocupação, inadimplência e conversão.
Como montar o fluxo de caixa do studio, separar realizado e previsto, categorizar entradas e saídas e evitar que falte dinheiro mesmo em mês de lucro.
O fluxo de caixa mínimo de um studio tem três hábitos: registrar toda entrada e saída com data e categoria, separar o que já aconteceu (realizado) do que vai acontecer (previsto) e olhar as próximas quatro semanas uma vez por semana. Com isso, você deixa de descobrir no dia do aluguel que o dinheiro não dá, e passa a decidir com antecedência.
Imagine este mês (exemplo ilustrativo):
O mês fecha com R$ 3.000 de sobra. Mas no dia 5, se a conta tem só R$ 4.000, faltam R$ 5.000 para pagar o que vence. O problema não é lucro, é data. O fluxo de caixa existe para mostrar esse descompasso antes que ele aconteça.
Antes de qualquer planilha, tenha uma conta bancária só do studio. Tudo o que é do studio entra e sai por ela. A sua retirada pessoal sai uma vez por mês, num valor definido (o pró-labore). Sem essa separação, nenhum controle funciona, porque o dinheiro do aluguel do studio vira compra do supermercado sem ninguém perceber.
Poucas categorias, sempre as mesmas. Uma sugestão:
Entradas:
Saídas:
Com categorias fixas, em três meses você consegue comparar e ver o que cresceu.
Toda movimentação que aconteceu, com: data, descrição, categoria e valor. A frequência ideal é diária, mas uma vez por semana já funciona se for sempre no mesmo dia.
Se as mensalidades entram por cobrança recorrente num sistema integrado ao financeiro, boa parte desse trabalho some: o recebido entra sozinho.
O previsto é a lista do que vai entrar e sair nas próximas semanas:
Exemplo ilustrativo das próximas quatro semanas:
| Semana | Saldo inicial | Entradas previstas | Saídas previstas | Saldo final |
|---|---|---|---|---|
| 1 a 7 | R$ 6.000 | R$ 2.000 | R$ 9.500 | −R$ 1.500 |
| 8 a 14 | −R$ 1.500 | R$ 14.000 | R$ 2.500 | R$ 10.000 |
| 15 a 21 | R$ 10.000 | R$ 3.000 | R$ 3.000 | R$ 10.000 |
| 22 a 31 | R$ 10.000 | R$ 1.000 | R$ 2.000 | R$ 9.000 |
A primeira semana fica negativa. Sabendo disso com antecedência, você tem opções: negociar a data do aluguel, mudar o vencimento das mensalidades, antecipar recebíveis com cuidado, usar a reserva. Descobrindo no dia, a única opção costuma ser o cheque especial.
Escolha um dia (segunda de manhã, por exemplo) e responda três perguntas:
Leva 15 minutos com a planilha em dia.
Se o previsto mostra semanas negativas com frequência, o problema não é só de datas. Antes de recorrer a empréstimo, olhe nesta ordem:
Empréstimo e antecipação de recebíveis resolvem o dia, não o mês seguinte. Use com cuidado e sabendo quanto custam.
O fluxo de caixa olha quando o dinheiro entra e sai. O DRE (demonstrativo de resultado) olha se o mês deu lucro, considerando receitas e despesas da competência. Um não substitui o outro: o fluxo de caixa evita que falte dinheiro, e o DRE mostra se o negócio é saudável. Comece pelo fluxo; quando ele estiver rodando, peça ao contador ou ao seu sistema o DRE mensal.
Para os números que complementam o caixa, veja Indicadores do studio: os números para acompanhar todo mês.
O lucro mostra se o mês fechou positivo; o fluxo de caixa mostra se havia dinheiro na conta em cada dia. Um studio pode ter lucro e, mesmo assim, ficar sem dinheiro numa semana em que as contas vencem antes de as mensalidades entrarem.
Sim. Misturar as duas é a principal causa de o dono não saber se o studio dá dinheiro. Defina uma retirada mensal (pró-labore) e faça tudo do studio pela conta do studio.
Lançar as movimentações deve ser rotina diária ou, no mínimo, semanal. Olhar o previsto das próximas semanas uma vez por semana já evita a maioria dos sustos.
Muitos gestores recomendam ter alguns meses de custos fixos guardados. O valor certo depende do seu risco, mas qualquer reserva é melhor do que nenhuma.
Os indicadores que todo dono de studio deve acompanhar todo mês: alunos ativos, churn, receita recorrente, ticket médio, ocupação, inadimplência e conversão.
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